quarta-feira, 21 de abril de 2010

TRETAS E MAIS TRETAS DO "REIZINHO DAS TRETAS"

25 de Abril


Salgueiro Maia deverá ter museu junto à casa onde nasceu

O município de Castelo de Vide (Portalegre) vai construir um museu dedicado ao capitão Salgueiro Maia, num espaço situado a poucos metros da casa onde nasceu o militar em 1944, que está à venda há cerca de dois anos

«Salgueiro Maia pouco antes de falecer (1992) deixou o seu espólio militar ao município. Nós já temos uma casa e um ante-projecto para vir a construir um museu», revelou o vice-presidente do município local, António Pita, em declarações à agência Lusa.



Enquanto a autarquia reúne esforços para expor o espólio de Salgueiro Maia, líder da revolução no dia 25 de Abril de 1974, num solar setecentista, adquirido em 1997 por 28 mil contos (140 mil euros), a casa onde nasceu o capitão de Abril, situada na Rua de Santo Amaro, em pleno centro histórico daquela vila alentejana, está à venda há cerca de dois anos por 50 mil euros.

Em declarações à Agência Lusa, Cláudia Salgueiro Dias, prima do capitão de Abril e proprietária do imóvel, disse que gostaria de ver aquele espaço aproveitado para algo que relembrasse a memória do seu familiar.

«Nós gostaríamos que a casa não fosse adquirida por um particular porque ficaria perdida...sentimos que esta casa é de todos nós [comunidade] e gostaríamos de ver este imóvel aproveitado para algo que falasse sobre o Fernando Salgueiro Maia», disse.



Na opinião de Cláudia Salgueiro Dias, a casa poderia ser utilizada para um «museu» ou para um espaço para «fotografias».

A moradia, que se encontra à venda num portal de uma imobiliária, é constituída por um rés-do-chão, primeiro e segundo andares, com três entradas independentes.

Embora necessite de obras de recuperação, Cláudia Salgueiro Dias mostrou-se ainda disponível para «ceder o espaço», através de um «contrato que servisse para projectar a figura de Salgueiro Maia».



Por sua vez, o vice-presidente do município assegurou que a autarquia não coloca de parte a possibilidade de adquirir o imóvel, mas sublinha que o Ministério da Cultura deverá também ser ouvido sobre esta matéria, uma vez que o capitão de Abril «é um filho ilustre de todo país e com expressão nacional».



Com o espólio de Salgueiro Maia totalmente catalogado, inventariado e legalizado, o município tem desenvolvido vários «esforços» para erguer o museu, mas a falta de verbas tem condicionado a realização do projecto.

O autarca explicou que o município já investiu «bastante dinheiro» em estudos para a construção do museu no solar setecentista e sublinhou ainda que a transferência do museu para a casa onde nasceu Salgueiro Maia está, à partida, fora de questão.



«A casa onde nasceu Salgueiro Maia não tem a dignidade, nem espaço suficiente para albergar o seu acervo. Mais do que um museu dedicado a Salgueiro Maia e ao 25 de Abril, o museu que temos em mente é um museu da cidadania e isso implica um conjunto de espaços com actividades lúdicas», explicou.

 

«A casa onde nasceu Salgueiro Maia não comportaria todas essas valência», concluiu.





Lusa / SOL

terça-feira, 20 de abril de 2010

O PODER (LOCAL) DA CORRUPÇÃO



Quase 69% dos processos de corrupção instaurados por crimes cometidos no sector público envolvem as câmaras municipais. Ainda assim, e de acordo com um estudo hoje divulgado, a maioria destes processos continua ainda a envolver o sector privado.

De acordo com o estudo hoje divulgado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e o ISCTE apresentado esta manhã, em Lisboa, é na administração local que está localizado o maior número de casos de corrupção: cerca de 58,9% dos casos analisados (42,1% junto de câmaras municipais e juntas de freguesia) entre os anos de 2004 e 2008.

Por sua vez, dentro da Administração Central, é no quadro do Ministério da Administração Interna – que tem a seu cargo as forças de segurança, por exemplo – que se verifica o maior número de processos de corrupção.

Ainda segundo o estudo, o sector privado continua a ser o mais envolvido em processos de corrupção - 72,7% dos processos analisados, contra 22,7% dos processos instaurados contra entidades do sector público.

Entre os 838 processos analisados entre 2004 e 2008, o DCIAP e o ISCTE verificou também que os actos de corrupção, em Portugal, resultam sobretudo de uma iniciativa de um corruptor activo para um passivo – ou seja, de um sujeito que corromper outro.

Aos olhos do investigador Luís de Sousa, um dos responsáveis pelo estudo, o combate contra a corrupção no meio autárquico pode logo partir dos cidadãos, tomando «uma atitude mais consciente, não votando em candidatos envolvidos em processos de corrupção».

Paralelamente, o investigador considera também urgente, uma reforma global do poder local, que permita à oposição dos Executivos camarários reforçar o seu papel de fiscalização e de contra-poder.

S.M.L.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

OS AUTARCAS FAZEM FESTAS E FESTAROLAS ...

Os custos da interioridade em Portugal são muitos.E cada vez mais caros.Hoje e no futuro (prevemos).

Porque as Populações estão a envelhecer e os novos que resistem penduram-se em empregos nas “autarquias” e nas empresas municipais “à espreita de um lugar no Quadro”. Custam caro aos pais e à Sociedade. Porque pouco produzem.E ás vezes muito consomem numa atitude “novoriquista e de imitação citadina”

Alguns ainda não perceberam que “os quadros” agora já não podem ter molduras. E que as cunhas vão voltar a ter de servir para ajudar a partir lenha. Em lenha que poucos já cortam.

Nasci no interior do País numa das zonas mais bonitas do Alto Alentejo.O distrito de Portalegre

Ali tenho acompanhado gerações de familiares de amigos a quem procuro manter vivo o ânimo para o futuro.

De alguns (poucos) que, pela sua seriedade e rigor ainda continuam a trabalhar nas suas empresas e a acreditar que é possível ter Esperança , há sempre um queixume final : “ninguém quer fazer nada”.

Olhando as estatísticas disponíveis e mais actuais, o distrito de Portalegre é uma verdadeira “antevisão amargurada” do Interior do futuro: verde na Primavera, cinzento no Inverno. Bonito para passear. Mas feio para viver e crescer. Sem Esperança. Só com sobrevivência no horizonte.

A formação profissional é um mito.Novas oportunidades não dão oportunidades por que não as há por lá.

Porque a formação profissional não orientada para mudança de atitudes e novas competências do “Saber fazer”. Mais do mesmo, em resumo.

Como é então possível antever e fazer mudar alguma coisa neste estado de coisas?

Lá aparece a Regionalização de tempos a tempos na Agenda Política.Com o contexto PEC sobre os ombros, os ânimos parecem ter esfriado.Mas o que me preocupa é ver esfriar a vontade de mudar o futuro.Não o de fazer a Regionalização.

Se fizermos a viagem de Vila Real a Bragança pela via mais interior (IP2 aos bocadinhos) o cansaço final será naturalmente grande.

Mas a tristeza de ver como é que um belo Interior pode morrer lentamente por culpa dos Homens, será muito maior.

As cidades e vilas estão normalmente mais cuidadas. As estradas mais bem asfaltadas e sinalizadas. Os restaurantes e “tascas” cada vez mais cheias (aos fins de semana) de citadinos do litoral.

Os autarcas fazem festas e festarolas e os governadores civis governam o horizonte quase sem paisagem humana.

Beja, Évora e Portalegre seguem rumos cada vez mais a olhar para Espanha à espera de bom vento ou bom investimento. O Alqueva, cheio este ano, cria a ilusão que “agora é que é”, à volta da linha de regolfo.

Mas nem Beja levanta voo, nem Évora sabe nadar.E Portalegre só já limpa os tapetes de outro tempo e arruma a cortiça que sobra.

Mas o comércio modernizou-se por lá: todas estas cidades têm boas zonas comerciais.Enquanto o comércio de rua e as feiras morrem.

Os investimentos nestes três distritos foram muitos: que resultou deles para além de sites e das novas estradas, piscinas, pavilhões gimnodesportivos, campos de futebol bem atapetados, rotundas grotescamente decoradas e zonas industriais sem ocupação que se veja?

Salva-se o fluviário em Mora.E alguns museus por todos os lados como o de Elvas. E a Rede de Cuidados Integrados nas Misericórdias. Entre vários outros símbolos de passagens dos líderes dos governos, ministros ou secretários de estado,normalmente sob a forma de “placas comemorativas”.

Em resumo, o “barco está bem pintado, mas não navega”.E as novas gerações não vêm a hora de vir para a “grande cidade”. Como eu vim para estudar e onde voltei sempre inclusive como empresário nos anos 80.

Castelo Branco, Guarda e Bragança pouco diferentes são do que se passa nos três “colegas distritais” do Sul. Marcados por uma maior capacidade de resistência ao frio, com mais pequenos “pedaços de terra” para resistir aos apelos dos bancos de jardim, os Beirões do Interior e os Transmontanos são mais duros mas, só as comunidades de imigrantes regressados permitiu algum alento renovador da vida social e económica.Também olham para Espanha mas com menos esperanças porque não têm o Alqueva.

E a Cova da Beira e a Serra da Estrela têm algum encanto social e económico.O Douro algum deleite no olhar.

A série de programas de António Barreto e Joana Pontes “Portugal um Retrato Social” , foi esclarecedora pela imagem” do que se passa no Interior do País.

No 3º programa dessa série “Mudar de vida: O fim da sociedade rural”, disse: “A sociedade contemporânea, urbana, era ainda há pouco tempo rural. Mudou muito depressa. Muitos portugueses emigraram, a maior parte saiu das aldeias e foi viver para as cidades e para o litoral. O campo está despovoado. As cidades cresceram. As estradas aproximaram as regiões. Nas áreas metropolitanas, organizou-se uma nova vida quotidiana. Há mais conforto dentro das casas, mas as condições de vida nas cidades são difíceis”.

Pergunto: e no futuro do Interior “António” será que haverá alguma diferença nas condições de vida face às condições de vida difíceis das cidades, no fim do que se está a e vai passar nos próximos anos? Gostaria de acreditar que sim.Ainda acredito que sim.

Mas não vejo muito sacrifício solidário para além da conversa.E isso é que me leva a perguntar : haverá futuro para o Interior do futuro?

Francisco V. R.

COMO SE FAZ UM AUTARCA

-  1 dose de falta de carácter
-  1 dose de ganância
-  1 dose de mentira
-  Euros muitos
-  1 pitada de m.....

Obs.:  Não exagerar na m...., senão sai um ministro!

ESPLENDOR DEPORTUGAL GOVERNADO PELOS SOCIALISTAS

ELES ANDAM POR AÍ...

domingo, 18 de abril de 2010

EM 25 DE ABRIL

Brindemos ao 25 de Abril e à liberdade.
Não importa donde vimos mas sim aquilo que juntos podemos   animar e construir, com a alegria que temos e a força considerável que somos.
Entre o abraço fraterno e a palavra, entre um copo e uma canção, este é um espaço de todos os que pensam  e sentem à esquerda e questionam as evidências, que não se confrontam com o desemprego galopante e as desigualdades que ofendem Abril e o seu legado.
Entre um cravo e um café, um tempo de reflexão sobre o caminho  que percorremos e essa  luta perpétua que nos move pela dignidade humana acima de qualquer valor.
E, no final, é um até já e um até sempre que nos animam porque sabemos, mesmo não caminhando na mesma rua, é na mesma praça que nos vamos encontrar.

A. Pena

É ASSIM..

LIXADOS ESTÃO OS MANETAS...


O que me espanta, é que o país não tenha ainda, declarado falência. 

Não há dia em que se não saiba de mais alguns cidadãos empreendedores e criativos que genialmente aconchegaram no seu PPR mais uns valentes milhões, sacados ao erário público através de um esquema qualquer, revestido de toda a legalidade e ética republicana em vigor.

Não é pois de admirar que estas personalidades venham frequentemente a público advogar o fim das pensões de reforma dos gajos que andaram 40 anos a descontar para o efeito, uma série de otários sem rasgo para identificar as oportunidades de fazer fortuna que se encontram a cada esquina e, por isso mesmo, devem acabar os seus dias na mais perfeita miséria.

Notícias da Aldeia

ELES... QUERIAM!



Não há machado que corte
a raíz ao pensamento
não há morte para o vento
não há morte
Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão

Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre