sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

VEJAM BEM...

À porta da igreja, os mendigos estendem a palma das ilusões e dos sonhos que outrora tiveram. A vida é cruel.
Eu não dou esmola. Eu não sou caridoso. Não alimento um sistema monstro. A caridade é o resultado da falha do sistema e dar é manter essa condição.

Vejam bem…
O mundo que “ajudaram” a criar é o mesmo por que se torçem e gritam.
Cada um, tem a sua quota-parte, de responsabilidade. Uns mais que outros… Tal como nas crises, pagam mais os que menos responsabilidade tiveram, em porções desproporcionais.

A colectividade protege o seu amor-próprio, se um grande número de pessoas , escreve Freud na Psicologia Colectiva e Análise do Eu, se juntam à volta de um mesmo ideal do Eu, isso reforça as suas esperanças arcaicas. Por esperanças arcaicas, Freud entendia esse amor por si próprio que é transmitido a toda a criança pela mãe, e que se traduz, geralmente, pela palavra narcisismo.

Em patologia, viemos à vida humana para sermos felizes, amar e ter prazer. Quem ama não sofre. O que faz sofrer é o desamor, a patologia do ódio ou dos caprichos. Quem ama de facto, não reivindica, não censura nem vive na insegurança dos ciúmes ; compreende, perdoa sempre, renuncia com alegria, harmoniza, pacifica e beneficia.

Vejam bem…
A macacada, excitada e de pêlos no ar, vestidos de poder; temporários e empregados, do alto da cadeia alimentar, um dia – quando despertarem – percepcionarão quem lhes comanda a consciência ética, não são nada.

Veja bem…
Enquanto um homem passa fome e um cão é abandonado depois de acarinhado e tratado, após de não satisfazer o lado negro humano. Atirado ao vento e à sua sorte…A humanidade não é sinónimo de bondade, mas sim, algo que ofereça algo do seu interesse.
A fronteira de as pessoas deixarem de ser pessoas e passarem a ser selvagens, é muito ténue, quase invisível e num instante fugaz.

Vejam bem…
Ser social polarizador seguro e assumido das reivindicações justas. Mais forte afectivamente e detentora de sentimentos elevados, já dominadores das emoções superficiais e vulgares.

Vejam bem…
No relativo à comunicação, o telefone, inventado em 1876, catalisou a comunicabilidade interpessoal e dessa , a inteligência evitadora da idolatria consentida, da divinização permitida pela demagogia política e lavadora de cérebros. Aquela que diz, que os meus mortos são mais justos que os teus, independentemente das manchas de sangue que percorrem nas suas palmas



Z.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

AOS TRABALHADORES DE CASTELO DE VIDE




Queridos camaradas

Amanhã será um momento esperado por muitos. Será o dia da vossa luta, (esclareço que sou trabalhador no Estado Espanhol e já tive direito à minha Folga Xeral), um dia em que espero que vós demonstreis vosso descontentamento com o espezinhar contínuo a que haveis sido submetidos nos últimos anos.

Antes de mais, queria explicar-vos como vos designo. Camaradas, não colegas, nem concidadãos. 
Camaradas porque reconheço no vosso desespero, o meu desespero; camaradas porque reconheço na culpabilização que vos tentam impôr, aquela que me tentam impôr a mim; camaradas porque quando procuro trabalho, as respostas que recebo são, invariavelmente, as que vos dão: que não há, que há mas sem direitos (“de precário a empresário”, disseram a uma companheira minha uma vez), que há mas o salário “é este e se queres, porque há muitos mais como tu à procura do mesmo”; camaradas, enfim porque a prenda do meu patrão quando nasceu o meu filho foi dar-me seis meses para encontrar a porta da rua.

Sim, camaradas porque a nossa luta é a mesma, porque o nosso destino, o nosso fado tem sido semelhante e porque aos que vais fazer frente, também eu já fiz e em breve engrossarei as fileiras do nosso Portugal colectivo de trabalhadores injustiçados e sempre, sempre explorados.

Amanhã, camaradas, também será um dia de sacrifício. Os jornais e as televisões certamente já devem ter vos vindo avisar dos danos que a Greve fará à economia, aparecerão doutores, uns científicos certificados que vos dirão que “não vale a pena”, “que não vai mudar nada” e que a vossa luta só “vai atrasar o país”. Pôr-vos-ão números à frente, números incompreensíveis, de muitos dígitos, milhões que nunca sonharam ter nem compreender apesar de haver uns quantos que os têm e que ambicionam ter mais. E tentarão que a culpa se apodere de vós. Mas, por acaso, não sois vós a economia? Por acaso, não sois vós o motor da sociedade? Não é a partir do vosso trabalho que os lambuzados do costume se deleitam? A quem custará mais as perdas da Greve, a vós, trabalhadores de parco salário ou aos accionistas que reivindicam dividendos antecipados para fugir às suas (mínimas) obrigações?

Mas amanhã, também é dia de festa. Como poderia ser de outra forma? A festa de quem luta pela dignidade, a festa da honradez do trabalho, a festa da alegria de lutar, sabendo que apesar da vitória ser um dia distante, estais aí, não vos conseguiram calar. No dia de greve, sereis mestres e não aprendizes; sereis força e não fraqueza; sereis um exemplo de um Povo unido e solidário, ciente de que é possível outro caminho, que é possível que o poder seja exercido por vós, que não mais haja uns pretensos representantes pisando-vos os calos e dizendo que é para vosso bem. Amanhã, camaradas, lutareis por andar de cabeça erguida, para que no futuro sejais donos do vosso destino. A vossa luta é a mais heróica e abnegada de todas, não é uma luta pelo imediato, pelo irrisório ou pelo mesquinho. A vossa luta, camaradas, é uma luta pelo futuro.

E, camaradas, tentai apartar as vossas diferenças, encontrai e fixai quem realmente vos tem sufocado (os patrões, as grandes empresas, aquela classe politica que vos olha de cima, os grupos que controlam as rádios, televisões e jornais e que vos tentam fazer deixar de pensar) , pois tereis tempo mais tarde para resolver as vossas quezílias. E para terminar, camaradas, um grande bem haja a todos os obreiros desta Greve Geral, a todos e todas que bateram fábricas e empresas, que escreveram em blogues, jornais ou outro meio, que conversaram com o bêbado do café e tentaram convencê-lo. A todos que mediante as suas possibilidades e capacidades quiseram contribuir para o esforço de unidade da luta, sejam comunistas, bloquistas, socialistas ou de qualquer linha de pensamento politico (ou mesmo sem o ter), a todos e todas que quiseram emprestar o seu esforço a uma mobilização nacional sem precedentes, a todos e todas que acreditaram e acreditam que é possível um futuro melhor, um grande obrigado.

No dia da Greve Geral, espero sinceramente que vós, Povo, deis uma grande lição ao País.

Viva a Greve Geral! 
Viva Portugal!

R.F.

LIMPEZA NECESSÁRIA



Antero

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

DISPONÍVEL NAS MELHORES FARMÁCIAS, SEDES PAROQUIAIS, IGREJAS e CATEDRAIS

QUANTAS VACAS AGUENTA(RÁ) UM TGV?

Um comboio Lisboa – Madrid, só com 45 passageiros (mas vale a pena ver o tamanho do comboio para transportar 45 pessoas), choca com uma vaca e descarrila. Um técnico português não faz a mínima ideia como vão reparar a linha “é um material muito especifico… é um comboio”, já na reportagem da TVI, o técnico Espanhol explica como o vão fazer. Ainda temos direito a ver um pedaço de vaca na linha do comboio.


P.G.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O POVO TEM RAZÃO: OS GAJOS SÃO UNS LADRÕES!

  O bando dos ladrões
Veja com os seus olhos: 

 Clique nas imagens para ler melhor o roubo que está a ser vitima:



Uma autarquia das 15 do distrito de Portalegre:



OS GAJOS SÃO MESMO LADRÕES

terça-feira, 5 de outubro de 2010

POR MIM PODEM IR TODOS PARA O CARA...

De hoje em diante e para todo o sempre, dispenso o patriotismo deste senhor, do Júlio Francisco, cá do  distrito e todos os outros que se governam, perdão, que me governam passando para tal as maiores dificuldades económicas, traduzidas numa vida de fome e miséria. 
Estes senhores, estão portanto dispensados de me representar, podendo recomeçar amanhã mesmo a usufruir do chorudo ordenado de professor lá nas bergenjas de onde vem.
Efectivamente, sessenta euros diários de ajudas catados a esta cambada de idiotas é uma ignominia. de parvos que são, deveriam ser pelo menos mil e duzentos. conheço muita gente que se alimenta com sessenta euros não um dia mas um mês mas, como se compreende, é por isso que são idiotas e andam a trabalhar para filhos da puta destes.