sábado, 16 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
CASA AMARELA, PERDÃO ROSA...
Três dias de comício contínuo protagonizado por uma série de alucinados políticos chegaram ao fim.
O chefe deles todos roça já a pura pornografia política temperada com visões místicas dignas de personagens de filmes do saudoso César Monteiro.
Se os capachos de Matosinhos fossem realmente seus amigos, tinham-no poupado (e a eles) a esta caricatura de presidente de junta na Costa do Marfim.
Vão ser dois meses de manifestação pública desta patológica negação da realidade (dívida externa, desemprego, pobreza, periferia) como se ela tivesse começado em Março.
O doente conta, para o efeito, com a debilidade mental dos portugueses e com o seu crónico (aqui o filósofo regimental Gil dá jeito) medo de existir à mistura com a propaganda e a cumplicidade de comentadeiros e de jornalistas, vaga gente sempre predisposta a revelar o seu doentio temor reverencial e a sua iliteracia cívica para subsistir.
Três dias de maluqueira ensimesmada revelados ao detalhe e com caldos de galinha a todo o país.
Depois não digam, outra vez, que não sabiam.
Adenda: Um candidato a candidato a candidato a líder (Seguro) não aceita trigésimos lugares numa direcção alucinada e perdida. Isso que dizer que jamais passará disso, de candidato a candidato a candidato.
O chefe deles todos roça já a pura pornografia política temperada com visões místicas dignas de personagens de filmes do saudoso César Monteiro.
Se os capachos de Matosinhos fossem realmente seus amigos, tinham-no poupado (e a eles) a esta caricatura de presidente de junta na Costa do Marfim.
Vão ser dois meses de manifestação pública desta patológica negação da realidade (dívida externa, desemprego, pobreza, periferia) como se ela tivesse começado em Março.
O doente conta, para o efeito, com a debilidade mental dos portugueses e com o seu crónico (aqui o filósofo regimental Gil dá jeito) medo de existir à mistura com a propaganda e a cumplicidade de comentadeiros e de jornalistas, vaga gente sempre predisposta a revelar o seu doentio temor reverencial e a sua iliteracia cívica para subsistir.
Três dias de maluqueira ensimesmada revelados ao detalhe e com caldos de galinha a todo o país.
Depois não digam, outra vez, que não sabiam.
Adenda: Um candidato a candidato a candidato a líder (Seguro) não aceita trigésimos lugares numa direcção alucinada e perdida. Isso que dizer que jamais passará disso, de candidato a candidato a candidato.
Nada, portanto.
J.G.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
RAPAZOLAS...
Os socialistas gostam muito de bater nos fracos. Nos frágeis. É porque é fácil e é rápido. E gostam muito de ajudar os amigos. Os amigos do partido ou os amigos de certos grupos e de certas empresas.
São muito ávidos dessa ajuda e muito ávidos de bater nos fracos.
A política chegou a um estado de quase indecência. Portugal precisa de se defender é de José Sócrates.
António Barreto.
quarta-feira, 16 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
O MUNICIPIO DE CASTELO DE VIDE É GOVERNADO POR LADRÕES
DIREITO DE PASSAGEM
Que pouca vergonha é esta?
Está belo, o tango!
Além das castanholas, e do Simplex a dar a dar, que é que ganhamos?
Então, o IMI?
Então, a taxa municipal, por direito de passagem, que a PT começou a cobrar aos munícipes?
Não basta os impostos pagos às finanças, ainda temos que pagar todos os meses, os impostos dos monopólios de serviços básicos, que o Bloco Central privatizou a favor da finança?
A PT não recebeu grátis as infra-estruturas que herdou dos CTT?
Que direito de passagem é este!
Que pouca vergonha é esta?
Já não bastavam as taxas (impostos!) que nos cobram na factura de electricidade para financiar o “audiovisual”, mesmo para aqueles que não possuam rádio ou televisão.
Não bastavam as taxas (ou impostos!) na factura da água para sustentar a recolha de lixo, mesmo que não produza lixo, ou que o lixo produzido não seja proporcional ao consumo de água.
Agora chega-nos a casa mais uma taxa (imposto!) para pagar o “direito de passagem” da PT, pela via pública.
Ou seja: a taxa que o município cobra a essas empresas é directamente remetida para os consumidores e, Governo e Câmara Municipal, assistem, impávidos e serenos, a mais este esbulho aos castelovidenses.
Até quando, continuará o regabofe?
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
O SOCIALISMO ESTÁ CADA VEZ MAIS NO FUNDO DA GAVETA!
O PS abdicou da defesa dos trabalhadores e dos mais desfavorecidos.
Demonstra-se incapaz de questionar o poder do capital financeiro enquanto dono e árbitro do desenvolvimento económico.
É dominado internamente por uma liderança autoritária que seca tudo à sua volta, que distribui lugares e se alimenta de promiscuidades.
O PS acabou por se instalar no espaço do centro, tornando o país mais pobre, política e socialmente.
As considerações não são minhas. São de Ana Benavente, histórica militante socialista e antiga secretária de Estado da Educação.
Reflectem o desencanto de uma significativa camada de militantes que não encontra em José Sócrates e na actual direcção do PS o arrojo político que caracterizou historicamente a social-democracia.
Que, mais triste ainda, não vislumbram aí qualquer hipótese de reabilitação de um padrão ético que reequacione igualdade, liberdade e solidariedade.
Não é um problema específico do centro-esquerda português, mas não há dúvida que no P português a erosão do S vai bastante adiantada.
Veja-se, por exemplo, a inexistência de promoção de debate ideológico, o modo como maioritariamente se buscam diálogos e acordos com a face direita do espectro político, a forma como as estruturas dirigentes se mostraram enfastiadas com uma campanha presidencial que assumia claramente a defesa do Estado social e a crítica à chantagem dos mercados financeiros.
Será interessante perceber se no Congresso de Abril alguém se chegará à frente para fazer a figura de crítico do socratismo.
António Costa e António José Seguro acham que ainda não chegou a sua hora.
Manuel Maria Carrilho e Carlos César não estão disponíveis para desempenhar esse papel.
É bem provável que ninguém se disponha a isso: os tempos futuros adivinham-se difíceis para um potencial sucessor de Sócrates e todos os militantes sabem que este eucaliptou bem o terreno em redor.
Um adversário talvez desse jeito para que houvesse um simulacro de debate, mas o mais provável é Sócrates ter de ocupar-se sozinho do calor dos holofotes.
Um passeio que dirá muito sobre o estado a que chegou um partido cada vez mais canibalizado pelo poder.
M.C.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
PARA QUANDO?
De repente, o ministro Jorge Lacão faz estremecer o PS com uma polémica entrevista ao Diário Económico. Nela sugere a diminuição do número de deputados no parlamento, dos actuais 230 para 180, assim como a revisão do mapa autárquico no sentido de reduzir o número de municípios e de freguesias. Um desafio aparentemente deslocado da agenda, com visível incómodo para a classe política, mas que em nosso entender não podia ser mais oportuno.
Depois que a Câmara de Lisboa aprovou a redução do número de freguesias, num louvável acordo entre o PS e o PSD, era praticamente incontornável que o assunto se estendesse ao território nacional, agora com uma outra visão sobre o mapa e a sua organização administrativa e política.
Desde o século XIX que o mapa autárquico é praticamente o mesmo, quando Mouzinho da Silveira reduziu o número de municípios de cerca de 800 para 300 e poucos. Portanto, há mais de 170 anos que temos o mesmo recorte administrativo, apesar do automóvel e das auto-estradas que hoje enxameiam o país, apesar da profunda alteração demográfica que esvaziou os campos e engrossou as nossas cidades, apesar de muitos outros apesares, tudo permanece praticamente imutável no que toca ao desenho do território autárquico. Temos hoje 308 municípios e 4260 freguesias, a que corresponde um total de 57.445 eleitos e cerca de três mil milhões de euros de transferências anuais do orçamento de Estado, para além das taxas e licenças que engordam as receitas municipais.
Neste quadro em que se exige uma reforma a sério do Estado, terá algum sentido continuarmos a pagar a existência de municípios com menos de cinco mil eleitores?
É a razoabilidade disto que é preciso repensar.
Sabendo que mexer neste mapa não é tarefa fácil e vai, com certeza, criar muitos azedumes, por bairrismos serôdios ou por interesses corporativos de classe – veja-se as declarações que o timoneiro dos autarcas Fernando Ruas já veio regougar ao atrevimento de António Costa ao diminuir o número de freguesias em Lisboa, à semelhança de alguns senhores deputados socialistas que rejeitam a ideia de ver diminuído o número de tendões-de-Aquiles no hemiciclo de S. Bento.
Tenhamos esperança de que ao menos as exigências da crise ajudem a mudar a situação.
Joaquim D.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
MADAME ANGELA E AS SUAS PUTAS TRISTES
Esta Europa está transformada num autentico bordel dirigido pela Madame Merkel com os países a prostituirem-se perante o grande capital, agora chamado de mercados.
Como se já não bastassem as directivas europeias sobre tudo e mais alguma coisa, do tamanho dos preservativos ao tamanho dos tomates, vêm agora também querer controlar os aumentos de salários, idades de reforma e politicas sociais.
Todos somos obrigados a importar o que de pior existe sem a contrapartidas das vantagens que têm.
Setenta anos depois de um louco de bigodinho ter tentado conquistar a Europa com canhões vem agora uma anafada loura conquistar-nos sem disparar um único tiro.
Agora se começam a ver as verdadeiras intenções e consequências do tratado de Lisboa.
Porreiro pá.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
VELHOS AMIGOS!
Tem interesse e ajuda a compreender o que no mundo actualmente se passa, recordar em traços gerais as afinidades que sempre ligaram as hierarquias religiosas aos altos postos e ao aparelho do capitalismo político e financeiro mundial. Necessariamente numa abordagem muito superficial e só para nossa informação.
A expressão igreja começou a ser usada na antiga Grécia vários séculos antes de Cristo. Designava conselhos eleitos entre os cidadãos com a finalidade de gerirem a polis ou cidade, conceito que depois evoluiu para a noção mais sofisticada de cidade-estado ou seja, cidade que era cabeça política de um território mais vasto.
Nessa fase tão recuada não havia grandes religiões organizadas. A igreja – uma estrutura de base popular – ligava-se no entanto aos mitos anteriores ao conhecimento científico e que sobreviveram depois no inconsciente colectivo como milagres. Atribuíam origens fantasiosas aos fenómenos naturais.
Estas funções básicas da igreja vieram a tomar outros sentidos. Convém reter que o termo Eklesia é muito anterior à noção de capitalismo. A Eklesia data do século V AC. A Igreja só viria a estabelecer-se em Roma cerca de mil anos depois. Finalmente, o sistema capitalista só a partir dos séculos XIV e XV se foi definindo, já era então o Papa autoridade suprema à qual obedeciam reis e imperadores.
Os primeiros papas, através da intriga diplomática, das alianças dinásticas e das famosas guerras da «Reconquista Cristã», tinham acumulado tesouros imensos, de certo modo herdados das rapinas do império romano. Porém, no Ocidente, entre as populações, o dinheiro era escasso ou inexistente e grande parte das terras permanecia ao abandono. Não havia suficientes navios mercantes e de pesca, nem linhas marítimas seguras para o escoamento da produção. Alternativas possíveis, nessa altura, implicariam enormes investimentos.
Só a partir dos finais do século XVI começaram a surgir no mercado poderosas empresas lideradas pelos mais ricos: a Coroa, a Igreja, a Nobreza e uma certa burguesia emergente – que impuseram a transição da economia para um sistema de capitalismo monopolista: «todo o dinheiro se deve transformar em capital de empresas monopolistas», era a palavra de ordem.
O alvo-tipo dos monopólios foi alcançada à custa do esmagamento da propriedade individual, pelas grandes empresas constituídas por acções. Toda a economia tradicional reagiu negativamente: as políticas comerciais dos monopólios orientavam-se para as colónias de onde vinham os diamantes, o oiro, as especiarias, o algodão, etc. – as matérias-primas que se transaccionavam com mais altas margens de lucro. Os campos ficavam cada vez mais desertos, aumentava o desemprego, a corrupção e a fuga dos trabalhadores para as colónias. A escravatura era prática corrente.
Os lucros financeiros acumulavam-se nos cofres dos grupos dominantes, nomeadamente os da Coroa e da Igreja. Não chegavam ao povo. Aliás, só a Igreja dispunha de uma rede social à escala nacional, centralizada e decalcada nas formas de organização das velhas eklesias. Uma marca que ainda persiste no projecto de «sociedade civil» fortemente apoiado pelo Patriarcado e pelas IPSS confessionais.
Agravava-se a dívida pública e a situação geral dos estados abeirava-se da bancarrota. Os pobres pagavam a crise. Os impostos subiam, o Estado lançava novas derramas e contraía dívidas sobre dívidas mas não reconhecia a gravidade da situação. «Resolveremos a crise… Nada de bancarrota, nada de subida dos impostos, nada de empréstimos externos…», clamava Turgot, homem do Vaticano e ministro de França. Ontem como hoje. As crises do capitalismo são insolúveis. Residem nas próprias contradições do sistema.
Quanto à Igreja, envolta nos seus dogmas, permanecia calada, tentando situar-se à margem da situação e sair com lucro da crise social. Os bispos eram, simultaneamente, políticos da direita radical, homens de negócios e banqueiros. A hierarquia tinha consciência do seu poder financeiro e da sua imensa influência em matérias-chaves como as do Ensino, da Assistência Social e do nebuloso e lucrativo «combate à pobreza» que orientava no plano da Caridade e da Resignação.
Curioso é este paralelo entre o que se passou há trezentos anos e o que se vai processando no nosso tempo. O namoro entre a Igreja e o poder continua. Não enfraqueceu a atracção pelo dinheiro que está na base do convívio fraterno entre bispos e banqueiros. A gula dos ricos pela carne dos pobres é insaciável.
Não esqueçamos, porém, que o capitalismo de Estado setecentista culminou, em França, com uma Revolução universal.
J.M.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
OS CHUCHALISTAS SÃO MUITO AMIGOS DO PATRONATO?
Os patrões queriam despedimentos baratos, indemnizações de 21 ou 15 dias por cada ano de trabalho em vez dos 30 actuais e, mesmo assim, com um limite de 12 anos, isto é, 12 salários.
Por outras palavras: o patronato foi aos saldos do Estado Social abertos em Portugal desde 2005 a ver se comprava dois despedimentos pelo preço de um.
Coube a uma ministra ex-sindicalista de um governo socialista a duvidosa honra de entregar numa bandeja o direito ao trabalho dos portugueses à voracidade patronal com o generoso pretexto de, assim, aliviar os encargos das empresas com os trabalhadores despedidos (passando esses encargos para os contribuintes através do subsídio de desemprego, quem é amigo?).
O patronato queria 21 dias de indemnização por cada ano de trabalho em vez de 30? O Governo deu-lhe 20. Queria um limite máximo de 12 salários, que lhe permitisse despedir os trabalhadores mais antigos e substitui-los por precários (se não despedi-los e contratá-los depois a recibo verde de modo a livrar-se dos descontos para a Segurança Social)? O Governo deu-lhe os 12 salários.
Explicou a ministra que em Espanha também é assim.
Com admirável honestidade intelectual, esqueceu-se de dizer qual é o salário mínimo em Espanha e que, em Espanha, os 12 salários de indemnização são brutos, isto é, com todos os suplementos e em Portugal incluem só o salário-base.
Mas não podia lembrar-se de tudo, não é?
Com admirável honestidade intelectual, esqueceu-se de dizer qual é o salário mínimo em Espanha e que, em Espanha, os 12 salários de indemnização são brutos, isto é, com todos os suplementos e em Portugal incluem só o salário-base.
Mas não podia lembrar-se de tudo, não é?
domingo, 23 de janeiro de 2011
CAVACO SILVA GANHA CASTELO DE VIDE
Cavaco Silva = 49,25 %
Manuel Alegre = 26,53 %
Fernando Nobre = 12,04 %
Francisco Lopes = 6,87 %
José Manuel Coelho = 3,88 %
Defensor de Moura = 1,43%
Brancos = 3,56 %
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
SÉRIO?
Há quem se interrogue sobre o impacto, ou mesmo sobre a legitimidade, da utilização de acontecimentos do passado dos candidatos em tempo de campanhas eleitorais.
Antes de mais, o facto de a respectiva divulgação ser feita preferencialmente nestes períodos deriva de um interesse especial da comunicação social por razões de puro marketing e é uma constante no mundo e no sistema político em que vivemos – para o bem e para o mal. O que talvez seja de lamentar é que não se trate de uma prática regular, ao longo da vida democrática das sociedades.
Indo directamente ao assunto, é importante, sim, que os portugueses tenham conhecimento, em Fevereiro de 2011 ou em Maio de 2009 ou de 2007, das tramóias que rodearam a aquisição da casa de férias do seu presidente da República.
A ser verdade tudo aquilo que a mais do que insuspeita revista Visão revelou, na passada 5ª feira, há muitas explicações a serem dadas e uma democracia sólida e madura não toleraria que fossem esquivadas.
A ser verdade tudo aquilo que a mais do que insuspeita revista Visão revelou, na passada 5ª feira, há muitas explicações a serem dadas e uma democracia sólida e madura não toleraria que fossem esquivadas.
Nesse sentido, e correspondendo a vários pedidos de quem não conseguiu comprar um exemplar da Visão, divulgo o respectivo dossier num pdf que uma alma caridosa me fez chegar e que pus agora online.
Dar a conhecer os bastidores do mundo em que se move o nosso PR, no mínimo financeiramente tortuoso, não é coscuvilhice ou conversa de alcova. É serviço público, nada mais.
J.L.
Subscrever:
Mensagens (Atom)












