Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal 2011. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal 2011. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 3 de junho de 2011

VOTO É A ARMA DO POVO

Olá Amigas(os)

Disse há um tempo a esta parte, que sabia perfeitamente em quem não ia votar.
Continuo a pensar assim.
Mas com o aproximar do acto eleitoral impunha-se que fizesse, claramente, uma opção.
E fiz!
Vou votar, garanto. 
O meu País precisa que vá.
Mas decidi não votar em nenhum Partido do arco do Governo.
Porque decidi assim?…
Sou contra a abstenção, porque isso é entregar o voto ao “bandido”.
Acabou-se o meu masoquismo clubístico-partidário!!!
É um voto em consciência.
Abraço,

M.R.

quarta-feira, 23 de março de 2011

RAPAZOLAS...

Os socialistas gostam muito de bater nos fracos. Nos frágeis. É porque é fácil e é rápido. E gostam muito de ajudar os amigos. Os amigos do partido ou os amigos de certos grupos e de certas empresas.

São muito ávidos dessa ajuda e muito ávidos de bater nos fracos.

A política chegou a um estado de quase indecência. Portugal precisa de se defender é de José Sócrates.

António Barreto.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O SOCIALISMO ESTÁ CADA VEZ MAIS NO FUNDO DA GAVETA!

O PS abdicou da defesa dos trabalhadores e dos mais desfavorecidos. 
Trocou a sua matriz socialista pela adesão às teses neoliberais. 
Demonstra-se incapaz de questionar o poder do capital financeiro enquanto dono e árbitro do desenvolvimento económico. 
É dominado internamente por uma liderança autoritária que seca tudo à sua volta, que distribui lugares e se alimenta de promiscuidades. 
O PS acabou por se instalar no espaço do centro, tornando o país mais pobre, política e socialmente.

As considerações não são minhas. São de Ana Benavente, histórica militante socialista e antiga secretária de Estado da Educação. 
Reflectem o desencanto de uma significativa camada de militantes que não encontra em José Sócrates e na actual direcção do PS o arrojo político que caracterizou historicamente a social-democracia. 
Que, mais triste ainda, não vislumbram aí qualquer hipótese de reabilitação de um padrão ético que reequacione igualdade, liberdade e solidariedade. 
Não é um problema específico do centro-esquerda português, mas não há dúvida que no P português a erosão do S vai bastante adiantada. 
Veja-se, por exemplo, a inexistência de promoção de debate ideológico, o modo como maioritariamente se buscam diálogos e acordos com a face direita do espectro político, a forma como as estruturas dirigentes se mostraram enfastiadas com uma campanha presidencial que assumia claramente a defesa do Estado social e a crítica à chantagem dos mercados financeiros.

Será interessante perceber se no Congresso de Abril alguém se chegará à frente para fazer a figura de crítico do socratismo. 
António Costa e António José Seguro acham que ainda não chegou a sua hora. 
Manuel Maria Carrilho e Carlos César não estão disponíveis para desempenhar esse papel. 
É bem provável que ninguém se disponha a isso: os tempos futuros adivinham-se difíceis para um potencial sucessor de Sócrates e todos os militantes sabem que este eucaliptou bem o terreno em redor. 
Um adversário talvez desse jeito para que houvesse um simulacro de debate, mas o mais provável é Sócrates ter de ocupar-se sozinho do calor dos holofotes. 
Um passeio que dirá muito sobre o estado a que chegou um partido cada vez mais canibalizado pelo poder.

M.C.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PARA QUANDO?

De repente, o ministro Jorge Lacão faz estremecer o PS com uma polémica entrevista ao Diário Económico. Nela sugere a diminuição do número de deputados no parlamento, dos actuais 230 para 180, assim como a revisão do mapa autárquico no sentido de reduzir o número de municípios e de freguesias. Um desafio aparentemente deslocado da agenda, com visível incómodo para a classe política, mas que em nosso entender não podia ser mais oportuno.

Depois que a Câmara de Lisboa aprovou a redução do número de freguesias, num louvável acordo entre o PS e o PSD, era praticamente incontornável que o assunto se estendesse ao território nacional, agora com uma outra visão sobre o mapa e a sua organização administrativa e política.

Desde o século XIX que o mapa autárquico é praticamente o mesmo, quando Mouzinho da Silveira reduziu o número de municípios de cerca de 800 para 300 e poucos. Portanto, há mais de 170 anos que temos o mesmo recorte administrativo, apesar do automóvel e das auto-estradas que hoje enxameiam o país, apesar da profunda alteração demográfica que esvaziou os campos e engrossou as nossas cidades, apesar de muitos outros apesares, tudo permanece praticamente imutável no que toca ao desenho do território autárquico. Temos hoje 308 municípios e 4260 freguesias, a que corresponde um total de 57.445 eleitos e cerca de três mil milhões de euros de transferências anuais do orçamento de Estado, para além das taxas e licenças que engordam as receitas municipais.

Neste quadro em que se exige uma reforma a sério do Estado, terá algum sentido continuarmos a pagar a existência de municípios com menos de cinco mil eleitores? 
É a razoabilidade disto que é preciso repensar. 
Sabendo que mexer neste mapa não é tarefa fácil e vai, com certeza, criar muitos azedumes, por bairrismos serôdios ou por interesses corporativos de classe – veja-se as declarações que o timoneiro dos autarcas Fernando Ruas já veio regougar ao atrevimento de António Costa ao diminuir o número de freguesias em Lisboa, à semelhança de alguns senhores deputados socialistas que rejeitam a ideia de ver diminuído o número de tendões-de-Aquiles no hemiciclo de S. Bento.

Tenhamos esperança de que ao menos as exigências da crise ajudem a mudar a situação.

Joaquim D.